Reflexão - A psicologia newtoniana
Capra no livro “O Ponto de Mutação” nos convida habilmente a fazer uma reflexão sobre os caminhos percorridos pela psicologia na sua “luta” para tornar-se ciência. Estabeleceu-se, assim, o paradigma newtoniano-cartesiano, onde a mesma se firmou, idealizando uma visão de mundo mecânica, determinista e reducionista.
Começamos na esteira de Descartes, que sugeriu diferentes métodos para estudar o corpo e a alma, sendo esta última estudada pelo método introspectivo, enquanto o corpo pelos métodos da ciência natural. A psicologia não seguiu sua sugestão e surgem duas escolas: a estruturalista e a behaviorista. Uma centrada na análise da consciência pela introspecção e a outra no comportamento. Ambas incorporando os conceitos mecanicistas de Newton.
Pouco depois surge a psicanálise, também dentro de uma perspectiva newtoniana, dedica-se ao estudo do inconsciente.
A atualidade nos impõe novos desafios, a idéia de uma nova realidade baseada na inter-relação e interdependência de todos os fenômenos, sejam físicos, biológicos, psicológicos, sociais ou culturais. Segundo Capra, é uma nova instituição que está para surgir, não existindo ainda hoje, uma estrutura que de conta do novo paradigma: uma abordagem holística, compatível com a nova física e com a concepção sistêmica dos organismos vivos.
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